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Há pouco mais de duas décadas, a maioria das empresas brasileiras via a comunicação interna como artigo supérfluo e descartável. Todavia, com o início da globalização, muitos empresários perceberam que tinham de acompanhar o que já se fazia há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos: encarar a comunicação interna como instrumento indispensável para integração empresa/funcionário e, consequentemente, ter melhores índices de produtividade. Acompanhando esse despertar das empresas brasileiras é que surgiu a Nova Sipat Comunicação, Projetos e Eventos, agência de Santo André que, em outubro, completa 10 anos de atividade. Seu proprietário, José Elias da Silva, lembra que, no começo, a empresa trabalhava especificamente com eventos, como festas de Natal e fim de ano, festas para crianças, etc. "De repente descobrimos que a área de comunicação interna era uma área pré-histórica. Usava-se papel sulfite, uma cor chapada, ilustrações pobres e nenhuma criatividade. Percebemos ai um espaço, um nicho e começamos a trabalhar junto aos empresários no sentido de melhorar isso." Outro nicho de mercado observado por Elias foi aquele que surgiu quando os empresários perceberam que seu principal capital é o seu colaborador, o seu funcionário e que tinham de ajudá-lo a pensar na saúde, na sua segurança, na educação dos filhos, na sua situação financeira. "De modo geral as empresas não sabiam fazer isso. Era uma coisa totalmente nova. Tudo ficava restrito a reuniões da CIPA e de sinalização interna, o que era obrigatório. Esse é o detalhe: as empresas se preocupavam só com o que era obrigatório", conta. Aí entrou a Nova Sipat como colaboradora, inicialmente com o foco principal voltado para a prevenção de acidentes. Aos poucos, novos projetos foram sendo desenvolvidos, como, por exemplo, os de dependência química, prevenção de acidentes no lar, economia, educação dos filhos, etc. Um ponto importante para o sucesso da empresa foi utilizar a linguagem da publicidade convencional para vender idéias aos funcionários. "Passamos a utilizar todos os meios de comunicação disponíveis. Costumo dizer que somos uma das poucas agência que trabalha comunicação interna de uma forma global. Pode ter teatro, vídeo, rádio, pode ter toda a parte de material impresso, etc. Comunicação interna é nosso negócio". Atualmente, a Nova Sipat possui uma equipe de 12 pessoas na linha de frente e mais uma dezena de outros profissionais, que José Elias chama de "parceirizados", atuando na produção de vídeos, peças de teatro e rádios interna. Outra característica na atuação da agência é a diluição dos custos de produção de um projeto. "É o que nós chamamos de "vestido de noiva": tem sempre uma empresa que puxa o projeto, que faz a primeira vez. Depois comercializamos esse projeto com outras empresas, adaptando-o se necessário". Como se vê, a Nova Sipat tem uma forma toda sua de trabalhar e reflete totalmente o modo de pensar de José Elias. Modo esse forjado nos espaços alternativos de cultura do Grande ABC, nas coxias dos teatros e nas rodas de literatura alternativa da região. "De modo geral, sempre estive ligado á comunicação, embora sem formação acadêmica. Minha formação é a das ruas e dos espaços alternativos", explica Elias. |
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